segunda-feira, 29 de novembro de 2010

100 Barcos


Gostaria eu de escrever um texto enorme aqui, sobre um enorme fim de semana. Mas, pois mais longo que tneha sido, foi vaziu. E me falta tempo, meu intervalo é pequeno. Caiu-me a tristeza, e decidi deixa-la tomar conta do que veio buscar. Não refleti, não lutei, só passei. Mas dizem que sempre existe uma música pra cada momento, e com mais de tres mil músicas na minha lista, uma tocou mais vezes:


Você diz que tudo terminou

Você não quer mais o meu querer

Estamos medindo forças desiguais

Qualquer um pode ver

Que só terminou pra você


São só palavras teço, ensaio e cena

A cada ato enceno a diferença

Do que é amor ficou o seu retrato

A peça que interpreto,um improviso insensato

Essa saudade eu sei de cor

Sei o caminho dos barcos


E há muito estou alheio e quem me entende

Recebe o resto exato e tão pequeno

É dor, se há, tentava, já não tento

E ao transformar em dor o que é vaidade

E ao ter amor, se este é só orgulho

Eu faço da mentira, liberdade

E de qualquer quintal, faço cidade

E insisto que é virtude o que é entulho

Baldio é o meu terreno e meu alarde

Eu vejo você se apaixonando outra vez

Eu fico com a saudade e você com outro alguém


E você diz que tudo terminou

Mas qualquer um pode ver

Só terminou pra você

Só terminou pra você


Agradeço aos céus de escrever este blog para mim mesmo apenas, e mais ninguém ler, pois se fosse diferente, esta música poderia soar mesquinha.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dia ainda belo

Eu vejo o mundo com nova beleza
ainda que eu caia na loucura
tua voz me devolve a ternura
e dentro de mim não fica tristeza

Ontem chovia, mas não me molhava
pensava num mundo sem um fim
e ninguém sofreria por mim
insatisfação a mente não grava

Mas por Deus, que diabos eu sentia
tenho em mim apenas nova emoção
meu peito está aberto e eu não via

Hoje já não há mais chuva lá fora
Então alegra pobre coração
Sinta em seu rosto o novo Sol de outrora.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Refletindo o passado que não se vai

O que deve ser dito
esperança.
Por alguma razão, voltei a ler meu próprio blog, pra lembrar de como eu era no passado, pois volta a me assombrar o mesmo fantasma de antes. Eu havia superado ele, ou achava, logo a resposta estaria aqui, estava certo. Cliquei então nos textos de 2007, e li os três primeiros, mágica, pura mágica, pois estava tudo lá!
O primeiro é sobre falar para os outros, o que deve ser dito a si mesmo. Ninguém conhece melhor uma pessoa do que ela mesmo, e ninguém a entende melhor também. Então, as soluções aparecem de dentro de ti, sempre.
Todavia, o que me tocou mais, foi o segundo, que falava sobre a esperança. Nos dias que passavam, eu crucificava com todas as forças, algo que agora, novamente agora, eu vejo que é justamente o que me permite viver verdadeiramente. Não vou reescrever tudo o que está lá, afinal, posso só ir lá e ler novamente, e farei.
Eu estava prestes a mergulhar novamente na depressão que me matou antes, dizia a mim mesmo diariamente: É tão interessante, algumas coisas ficam mais fáceis como o tempo, mais suaves, nos tornamos mais resistentes a elas. O alcool por exemplo, é tá facil cair quando nunca se bebe. Mas outras não, algumas drogas, fazem efeito mais rápido e com menor quantidade, conforme as utilizamos. Queria eu que o Amor fosse como o alcool, menos difícil cada vez. Mas não é, é maior, mais complicado, e eu estou mais fraco, diminuído, cada vez mais complicado.
Agora, depois de ter lido o que escrevi sobre a esperança, vejo como isso é bom. Claro que é ruim também, afinal, quem é que gosta da infelicidade? Mas, se há a dor agora, então, posso lembrar do que era de cabeça erguida, pois foi bom. Muito bom, demais talvez pra viver sem.
Até trinta minutos atras, blasfemava pelo fato de termos esperança, mesmo quando é claro que não existe um final diferente do que o que parece se aproximar. E ainda sabendo disso, sentia cada sinal como mudança, que não vem. E a decepção corroía um homem impotente. Agora, ainda penso nisso, e concordo com o que acreditava, só que vejo o outro lado, o lado simples de que, se não é ela quem se aproxima, isso me entristece, mas me lembra de quando ela se aproximou, e me alegra!