sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mais um texto sem pensar

Novamente, vou simplesmente escrever, sem pensar, sem corrigir, sem organizar idéias, se ler depois. Bom, talvez este aqui eu leia, diferentemente do anterior.
Estou há mais de horas ouvindo a mesma música no youtube, against all odds, ou take a look at me now. Não sei direito a história do nome desta música, pois no album do Gênesis está como Take a look at me now, e na carreira solo do Phil Collins, como against all odds. Eu a chamaria de "Don't walk way".

Falando em música, John, vocal da minha banda e Amigo da categoria "Melhor", ganhou de presente do John, pai dele, um violão de 12 cordas, enquanto isso, dentro de um palio branco, acompanhado de garotas que são apenas garotas, estava eu, passando pela exata mesma sensação que ele. As 4 batidas nas cordas, do vioção dele, e no som do carro, a mesma música que tocamos, mas não tocariamos mais, na banda, um sinal, ela deve ser tocada. Wish you were here, qual não vejo nome melhor pra ela. Acho que aquele violão com muitas cordas foi criado pra ela, não posso imaginar nada além disso.

De qualquer forma, foi bastante mágico quando ele trouxe a viola pra eu ver, e eu tentei, e não consegui arrumar o violão dele, mas irei. E tocar junto, por menos tempo que tenhamos tocado, eu pude sentir que dessa vez é pra valer, é a mudança na maré que o cavaleiro branco mencionou.

Bom, em Balneário, fui rever os primos, mas por um infortúnio do destino, fui menos tempo do que imaginei! Pensei em passar o tempo todo com eles lá, mas a vergonha me impediu de ir direto para lá, e depois a partida do meu Pai para Porecatú, e a virada do ano, muitos imprevistos, mas, de qualquer forma, por mais que não leiam, aqui está escrito.

Tão simples, é assim mesmo, vejo que eu tenho um tipo de afeição pelo martírio, procuro a dor de alguma forma, vejo isso no que escrevo, e no que faço, espero um dia entender melhor estas escolhas, e viver em paz. Não calma, Paz.

Eu e meu Irmão, há um abismo infinito entre nós, não acho mais nada que nos una, não há nada mais que possamos fazer juntos, eu tento, talvez esteja tentando do jeito errado. Eu já fui muito mais social, hoje não sou nada, e transformo o que é de importância vital, em nada também. Mas não abandonarei esta luta.

Paixão, hoje li sobre Faramir e Elwyn, e os dias que passaram juntos, e como o Amor é conquistado, pude compreender melhor, e vejo que estou no caminho que escolhi ser certo. Ainda não entendo porque não é certo. Quero Amar, perdidamente, deveria achar isso algo difícil, quase impossível, ainda mais agora, depois de mais uma desilusão, e esta já prevista por mim antes de começar. Deveria aprender com os erros, mas, Graças a Deus que não aprendi, Graças a Deus.

Poemas, vou escrever alguma coisa aqui, pra não parar de rimar, só besteirinhas, sem reler, sem planejar, sem organizar idéias:

Um par de chinelos de dedo a minha frente
"saem rápido do pé" diz os manézinho
mas arrebentam, vem a minha mente
onde está, com um prego, meu vizinho

Seguro eles na mão então, e vou adiante
o chão machuca o pé, mas não tanto
ainda assim, gostaria de segurar um volante
ligar o rádio, e ouvir alto um bom canto

Bom, aperto para o banheiro, devo partir.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Procurando Forrester - Texto

Acabei de ver num filme que a gente deve primeiro escrever como coração, depois com a mente, então decidi escrever.
Não espero que seja nada grande, mas sim sincero, não lerei novamente isto depois, e provavelmente nunca saberei se significou alguma coisa, pra alguém.
Mas não é esta angústia que temo, e sim uma outra, que aquece meu coração gelado, e traz sensibilidade, mágica, tal qual faz eu sentir cada pulso, cada gota de sangue jorrar, e não amaldiçoo meu corpo por me trazer isto a pele, nem por me fazer esperar realmente que trouxesse. Não o faço por nada, mas se o fizesse, seria por respeitar os meus desejos de Amar, mas não encontrar alguém que também o faça.
Percebi, na tristeza, quão fácil é escreve-la, e logo depois, o quão difícil é escrever a felicidade, e agora, percebo o quão mais difícil é escrever a felicidade estando feliz. Não posso entender, eu desejo a tristeza, o que é isso, que me move e me leva aos lugares que desejo não desejar deseja-los?
Queria ter o poder da simplicidade de não compreender a vida, mas sim vive-la, mas cada dia esforço-me pra entender o porque não desejo entender a vida, não mais. O sentido escorre das minhas mão, assim como a doçura pura, que foi maculada pela vontade da mesma doçura. A que vontade.
Não desejo a alegria, não quero que me vejam com um sorriso no rosto acenando para ninguém, não quero que olhem meus dentes e digam: Olhe o sorriso dele, me anima!". Quero que olhem pra mim, e digam: "Há algo nele, não sei dizer o que é, mas, me aquece, me... enche", desejo a felicidade, sim. Completa, pode ser sem sorriso, posso fazer cara séria, e olhar, só olhar.
Hoje, uma moça loura de olhos azuis me atendeu. Mais tarde, bem mais tarde, o tempo fechou, e começou a chover, imediatamente, passou pela minha cabeça uma cena: eu olho para ela, que olha pra mim, esperando algo, grande, então eu digo, teus olhos, há algo mágico neles, fazem-me esquecer que o tempo está escuro lá fora, e só vejo um céu claro, e lindo. A cena continuaria, o chão tremeria sem nos mexermos, um castelo, vista para o mar, mas logo veio o carrasco, a carrasco, a vida, a realidade. Quem em santa consciência acharia isso qualquer coisa além de cômico? E o que saiu do meu coração com sinceridade e leveza, tornou-se algo pesado, e nem um pouco inocente, não mais.
Será então, que os pensamentos são inocentes enquanto vagueiam no ar, e nós nos damos ao trabalho de pega-los, um por um, e transforma-los nisso? Uma sátira desprezível de uma vida de ainda mais escárnio? Ou será que me engano dizendo que estes pensamentos são reais dentro de mim, por saber que assim, me convencerei que sou ninguém?
Ouvi hoje também que não se deve iniciar uma frase com a conjunção, acho que era conjunção, não lembro das normas, eu que adoro conhece-las para quebra-las, não as conheço mais. Indiferente, ninguém aqui tem o poder de entender o coração. E ninguém controla o que não entende.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Natal Bacana

Não estou legal agora, mas estive durante grande parte do Natal, então, tentarei escrever sobre o tempo que eu estive legal, e chegar até agora que não estou legal.

Primeiro, família, minha opinião sobre esta ainda continua indefinida. É um caso bastante particular de Amor, e de difícil compreensão, ainda não sei como julga-lo. É um Amor que existe por obrigação, você ama seu filho por ele ser teu filho, e não a pessoa que é. Poderia ser qualquer um. E isso serve para irmão, pai, primos, etc. Então, será que tem algum valor?
Por um lado, não, não tem nenhum, você não ama as pessoas em si, mas sim, ama a imagem delas como família, e isso não significa nada.
Por outro lado, sem parar para pensar, simplesmente sentir, é bom, pois é Verdadeiro. A verdade é o que liberta eu li uma vez, um comentário de Paulo Coelho sobre uma Frase de Cristo, bastante proposital.

Então, não sei dizer se minha ceia de Natal foi realmente sincera, e verdadeira, uma família toda unida, comemos cedo, antes das 23h, praticamente todos estavam dormindo. Nem uma troca de palavras, nada, simplesmente o afeto doce que permeava o local, nada mais. Mas suficiente ainda assim.

Dia 25, sábado, Beto Carrero. Aí sim, algumas coisas mudaram. Lá, até o almoço, estavamos todos unidos, visitando shows, locais, fazendo um legítimo passeio em grupo, todos unidos, inclusive o John e a nova mulher, bastante legal, pena eles terem ido embora cedo. Começamos o passeio, como sempre, com várias idas no navio pirata, seguimos mais alguns lugares legais, depois almoço, e então, a primeira divisão, que somente acrescentou.

Grupo 1 - Radicais - Montanha Russa.
Grupo 2 - Maricas - Extreme Show. Estava eu, neste grupo. Um pouco antes do show, uma ida a Big Tower pra esquentar. Primeiro arrependimento, só enquanto subia, lá embaixo ele sumiu.
E que show, fenomenal, fantástico, liberou mais adrenalina que a ida há Big Tower, muito mais, recomendarei sempre. Mas, meu segundo arrependimento, não ter tomado a iniciativa de ir lá pedir para que escolhecem minha mãe para dar a volta com o piloto profissional, e assim realizarem o sonho dela. Não cometerei este erro novamente. E foi o único arrependimento que não passou.

Bom, depois disso, passei para o grupo dos radicais, não sei quanto aos planos dos velhos/maricas. Mas, fomoss direto para a Fire Whip [of many thongs]. Mais um arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, e outra ida, e outro arrependimento, mas todos eles superados na descida. Adrenalina pura.
Depois Star Mountain, Big tower, e aí a Fernanda superou-se! Chegou a ir 3 vezes seguidas com 3 grupos de estranhos, e mais umas 10 vezes com conhecidos. Todo mundo se superou, o Lucas foi, e o vini fez a melhor careta do dia. Careta esta superada apenas por uma moça de Tres Arroz, acho que era isso, que tinha feito uma ainda pior, acho que na montanha russa, nos vimos mais diversas vezes.
Oras, esqueci de contar que na entrada, por eu ter esquecido o celular e a carteira, meu tio pagou minha entrada, e o mais importante, quando fui passar a roleta, um anjo me atendeu, fascinante de cachos dourados e olhos cor do céu. Não vou organizar as idéias, e passar estas informações pra cima, vou coloca-las aqui conforme vierem na minha cabeça. Até escrevi algo sobre ela no meu orkut, mas não será imortalizado lá, então transcreverei-o para cá:

"Hoje, uma moça loura de olhos azuis me atendeu. Mais tarde, bem mais tarde, o tempo fechou, e começou a chover, imediatamente, passou pela minha cabeça uma cena: eu olho para ela, que olha pra mim, esperando algo, grande, então eu digo, teus olhos, há algo mágico neles, fazem-me esquecer que o tempo está escuro lá fora, e só vejo um céu claro, e lindo. A cena continuaria, o chão tremeria sem nos mexermos, um castelo, vista para o mar, mas logo veio o carrasco, a carrasco, a vida, a realidade. Quem em santa consciência acharia isso qualquer coisa além de cômico? E o que saiu do meu coração com sinceridade e leveza, tornou-se algo pesado, e nem um pouco inocente, não mais."

bom, depois disso, mais fire whip, muitas mais, e sempre berrando sobre o que estou fazendo aqui e sobre o arrependimento batido. Muitas divertidas filmagens, uma sempre sorrindo e acenando para a câmera, e a outra ainda mais original, olhando sempre com cara de galã, enviando beijinho, e arrumando o cabelo como que com pente. O primeiro banco é de LONGE o melhor, NUNCA diga que foste na fire whip, sem ter ido na primeira fila, NUNCA.

Hora de partir, lembrei de validar meu ticket, conheci uns japoneses, validei meu ticket, começou a chover, mas só um pouco depois de nos perdermos todos, e nos acharmos novamente. Um pouco de desencontros, e todos na casa do Duda mais tarde. Mais comida, bebida, e tudo o mais.

É triste ver como minha tia voltou a beber só por beber, estava tão bem, espero que ainda esteja, mas não vejo mais o brilho nela que via antes. O mesmo para meu primo Frassato, não vou afirmar minha pena por ele, pois não tenho certeza se ele age como eu, ou se também entregou-se ao puro gosto pelo maculável.

Domingo, não sinto nada pela família, durmo o tempo inteiro, e quando olho o celular, que pedi para que lembrassem o pessoal que estava na casa da minha avó o trouxessem, para ligar pra minha prima, deparo-me com meu carrasco, três ligações de Ascurra. No dia 25. O que significavam aquelas ligações? Acho que não saberei a tempo de significarem nada, na verdade. Eu sempre teria imediatamente retornado elas, mas, eu já disse aqui, cada vez fica mais difícil, e desta vez, o medo superou todo o resto, a incerteza superou a negação, não retornei, mas nunca rezei tanto para que me ligassem. Nunca.

Baixei dois jogos legais para o computador: Fallout - New Vegas e Battle for MiddleEarth II. Ambos rodam aqui perfeitamente com tudo no mínimo, e com algum lag com tudo no ultra. Perfeito, não queria muito mais de uma placa de 150 reais. Que chegaram na sexta feira.

Maldita ligação. Acendeu novamente uma maldita chama imperecível.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cura ou Adia?

O Tempo cura ou adia?
Sexta feira já voltara a falar com minha colega de trabalho, aquela qual havíamos brigado. Foi simples, ninguém conversou, ninguém se desculpou, ninguém resolveu. Só ficamos sem nos falar, e aos poucos, um foi facilitando pro outro. E pronto, voltamos a nos falar. Pura ação do tempo.

Agora, será que o tempo realmente "cura", no sentido de resolver, as coisas? Será que a mágoa que existia não foi só acumulada em um canto mais remoto da alma, aguardando a próxima chance de reerguer-se maior, num futuro por vir?

Gostaria de escrever mais agora, e refletir sobre isso, mas meu tempo se esgota com meu intervalo de trabalho, devo partir, mas o pensamento irá para um canto remoto da alma, para reflexão posterior, se não for esquecido.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tá chegando o fim

O título é só pra não deixar em branco! haha.
Ontem, tive, pela noite, uma das leituras mais deliciosas da minha vida, estava nos capítulos finais de "O senhor dos Anéis: as Duas Torres", e, é fascinante. mas, quando chega o Capítulo "A toca da Laracna", perfeição já não descreve bem a descrição dele. Tolkien é fantástico. Chorei, me emocionei, vibrei, torci, e respirei só quando havia terminado o capítulo. E isso que eu já havia lido, e sabia o que acontecia. Fantástico.
Hoje, "Minas Tirith" da um início sublime para "O Retorno do Rei", e me entristece ver o tamanho com que as cidades dos homens ficaram nos filmes. MAS, é uma releitura, e lá, elas eram grandiosas, mas não grandes. No livro, todavia, são Colossais e ainda mais grandiosas.
Hoje também recebi uma carta, que achei que mudaria minha vida. Mas, por razões que eu conheço, não mudou nada, não adicionou nada, é tudo, só o nada. Infelicidade.
Joguei Sim City 3000 até as 8h da manhã, agora sei montar uma cidade bonita e próspera! Fantástico! Impressionante como se eu aumento o pagamento dos policiais, a população reclama de opressão por parte deles, haha.
Thare are nothing in this world alone
that will sufice my search for that
your eyes are just for mine, set
and all sadness of mine, gone.
But this I'll never have again
Actually, have I ever had?
For another happiness insted
For me, you give only pain
I hope I never foget
cause my curse I still
have nothing to feel
For those I have met
Odeio sentar e escrever na frente do computador, nada vem certo! E eu preciso urgentemte voltar a praticar inglês, lendo o que eu escrevo, parece os textos que eu lia dos meus amigos e ria outrora. Como a gente se torna ruim no que já foi bom. Acho que vou ler um antigo conto meu, algo sobre Gigantes adormecidos, espero ter algo a acrescentar na minha vida lá.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mais um dia chato

Outro dia de merda!
Meu irmão foi dormir lá em casa, e até foi legal, mas não temos mais muitas coisas quais gostemos de fazer juntos, conversamos um pouco, mostrei sim city 3000 pra ele, jogamos um pouco, bem pouco mesmo, de diablo 2, ele foi dormir, e eu voltei a jogar diablo 2. Ainda não sei porque ele não me fala a verdade, ou se ele fala a verdade, não entendo o que aconteceu, mas, as runewords que ele disse ter feito em single-player não são possíveis em jogos non-ladder. Eu tentei, e sí perdi runas e tempo, muito tempo. Achei um mod fácil na internet, só quero a verdade.
A situação com a minha ex-melhor amiga de trabalho está numa situação extremamente infantil por parte dela. É uma pena, e não mais pela amizade, mas pelos problemas com o trabalho que isso pode causar. Leitura de livros não é tão chato.
A grande malandra da biblioteca ataca novamente, agora, pegou outro paladino bobo, como eu, para fazer o serviço que é, supostamente, dela. Mas como ela não faz o próprio serviço, então, o que fazer? Mas não vou sentar e observar a injustiça. Jamais.
Vontade de fazer algo, mas não sei o que. Férias chegando, fim de ano sempre é um momento depressivo pra mim, esse ano, diferentemente, caminha para algo diferente, será o cataclisma do fim dos tempos? O fim do ano está uma merda, e irá melhorar? Quem sou eu pra dizer.
Não voltei a escrever ainda, mas estou lendo mais, parece legal. Esta semana ainda vou encher a cara e tentar escrever mais. Todavia, quero ver se escrevo sóbrio! Sinto falta de escrever os versos sobre Magna, El Gran Toreador. O Maldito Coronel poderia me dar a força que eu preciso, mas não sei se ele a possui.
Senhor dos Anéis, estou lendo, e onde antes achei chato, hoje acho perfeito. Não me empolgava tanto com uma passagem assim desde...Nunca me empolguei tanto. Frodo, Sam, e Gollun acabam de escalar a passagem de Cirith Ungol. O Rei de Morgul sai Cavalgando a frente de seu exército. Maravilhoso. The End of All Things. Por mais que eu esteja desesperadamente louco para voltar a narrativa de Aragorn, Legolas, Gimli, e Gandalf, e os Hobbits do lado oeste do Anduin, Não me conformo com o fato de a narrativa sobre Frodo e Sam estar terminando. Paradoxal, não?
Alias, reafirmei duas coisas que tinha em mente, mas já esquecidas: Faramir é O CARA, e o Frodo TAMBÉM! Sam é fantástico, mas, Frodo, não é o portador do Anel a toa. E justamente, seu nome estará ao lado do de Tuor e Beren, nos canticos élficos, com certeza.
Maktub, outro livro que estou lendo, o do Paulo Coelho, não do Malba Tahan, também já se demonstrou bastante fascinante. O conto sobre o Bebado e a hora pra felicidade é ótimo.
Impressionante, hoje que não tenho nada a dizer, disse tanto. E por vezes, tive tanto a dizer, e disse nada.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Novo Título e Reflexões

To mudando o antigo título do blog:


Ivo "Magna" Minikowski
Um site simples, com as histórias de um Adolescente (a)normal, que saiu de Itajaí, litoral catarinense, para estudar na USP, em São Paulo, capital.

Já não serve mais aos propósitos deste blog.
Disseram-me que o tempo cura tudo
até pode ser que seja verdade
mas não vou me ver perdendo a idade
Que deveria aproveitar a fundo
Hahaha, não ficou bom, e nem sei se fundo é uma rima decente para tudo, nem sei se rima.
Hoje, posso parecer bem, to rindo, e fazendo comentários legais, mas tá um inferno o dia. Briguei com a minha colega de trabalho que mais gosto, e feio. Mas, já chega de pedir desculpas pra ela pelo que ela faz de errado! Não sou ninguém para julgar os outros, só que dessa vez, não estou julgando ninguém além de mim. Não é por orgulho besta, pois por 3 vezes já superei ela, é só que eu a desculpo, mas não esqueço. Não sou Deus, e tenho limites.
Achei que hoje enviaria recados para todos os meus amigos avisando que jogariamos RPG na sexta feira, mas, quando vim aqui para fazer isso, vi uma foto, e outra, e logo vi que ainda não to preparado para isso. É uma pena, pois anseio em demasia por este momento!
Janeiro há de ser grande, ou o fim.
Tenho meio que parado de escrever, acho que isso deveria ser bom, mas não é! Essa semana vou voltar a encher a cara, ouvir algum som depressivo, depois sentar, e digitar. Criei algo bom de verdade assim. Começo a entender de onde vem o rock. E não é da lógica. Mesmo que possa vir dela também.
Sobre o verso, diz sobre o tempo curar tudo, e é um poema que quero escrever. Que mesmo que cure tudo, não é a única cura, e a reflexão por horas é uma cura mais rápida. Se eu esperasse meu coração cicatrizar, viveria a eternidade esperando, mas vou costura-lo, espero não palitar o lado errado.
Sinto saudade do que nunca tive, do Sol e do Mar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fim de semana e Música

Um fim de semana que foi normal muito tempo da minha vida, mas não mais o é!
Sexta a noite, fui com amigos (do trabalho) numa pizzaria, comer (pra caralho: 16 fatias com borda, mais macarrão ao alho e oleo x2, mais salada, mais frios, mais sobremesa), falar alto, e besteira, e criar um aniversário fantasioso pra um camarada! A pizzaria era boa, mas nem perto do Fornão da Família.
Depois, iriamos para um show de banda cover do Led Zeppelin, mas, acabamos por ir ao espaço deck, falar mais merda, beber tequila, e ouvir um pouco de som!
Sábado acordei tarde, liguei pra um amigo, fui pra casa dos meus pais, jogamos Diablo II, depois comemos pastéis e tocamos um pouco de violão!
Domingo, festa! Primeiro ensaio da minha nova banda: S.O.S. Strings of Steel
Muitos rock n' roll, no melhor do acústico. Depois, casa, depressão, delírios, e mais um pouco de Diablo II.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Onde mora a felicidade

Novamente lendo meus tópicos antigos, cada vez me surpreendo mais com o fato de me surpreender lendo o que surpreendentemente eu escrevi!
Como pode, um cara com auto-estima tão auta, um orgulho digno dos noldor e uma arrogancia espartana, ter se tornado "isso".
Bom, o importante é que virei isso, não pior, mas diferente. Até baixo a cabeça, e sempre espero estar errado. Mas algo não mudou: Eu normalmente não estou errado, infelizmente.
Bom, sobre a felicidade, estava lendo sobre como ela reside em diferentes lugares, num martelo, numa agulha, numa carta. As pessoas vendo essa felicidade, motivam-se para busca-la, com uma ferocidade digna nos deuses.
Ela pode estar, e normalmente esta, diante dos olhos, sobre aparencia simples, alcançável, por mais que sob um caminho tortuoso.
Todavia, o que fazer quando não se encontra ela? Não a felicidade em si, mas o que traz ela. Não sei mais o que me faz feliz. Não sei mais pelo que lutaria, com unhas e dentes. Todo fundamento que me sustentava jaz no chão, não sou uma torre de ponente.
Acho que devo escrever poemas sobre onde encontrar a felicidade! Quem sabe não escrevo um album, mais um album. Feliz dessa vez, espero.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Poesia em 4 minutos

Havia uma criança no gramado
ela não chorava, nem sorria
estava triste, e a noite sombria
O que fez ela para estar nesse estado?

Parece estar no aguardo
como se tivesse um grande fardo
Mas o que esta noite fria rende?
O Sol nasce, e a paisagem surpreende

De cima pra baixo, a noite vai
o verde vem, e com ele outras cores
amarelo, vermelho, e azul também
o rosto não muda, mas a tristeza se esvai

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dor de Cabeça

Literalmente, estou com muita, infinita, dor d cabeça. Dói até pensar em escrever.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Felicidade Passada

Novamente, relendo tópicos antigos, pude perceber como as coisas mudam.
Gosto muito de comprações: Frodo é ferido no ombro pela lámina pálida do senhor dos Nazgul. Não importa o quanto ele repousasse, e se tratasse, a ferida não cicatrizava, e o ombro nunca mais será o mesmo. A vida também tem uma ferida, que quando aberta, jamais cicatriza, e nunca para de doer: A Inocência.

Como era alegre a vida, e mesmo eu estando triste (Não Infeliz, Triste), eu ainda era feliz. Via a felicidade em todas as coisas, escrevia sobre ela, em maio de 2007, o tópico "O que é a felicidade", emocionei até o último fio de cabelo, cortado, ao ler como eu via as coisas.

Mas, a vida veio, e apunhalou-me o ombro.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais um dia

Que irônico, voltei a escrever neste maldito lugar justamente por ter tanto pra falar, desabafar, contar pra mim mesmo. E agora, mesmo tendo escrito nada, desabafado nada, chorado nada, não tenho pra falar, nada.

Queria entender, por que mesmo tendo tanto pra expressar, não posso encontrar palavras que descrevam o que precisa ser descrito. Será falha da língua, ou dos que criam a língua. Lendo o Senhor dos Anéis, é fácil perceber a necessidade dos elfos de conversarem com todas as coisas, o Mar, as árvores, animais. Eles podem porque querem, ou querem porque podem? Poderiam eles descreverem o que eu gostaria de descrever?

Mas, refletindo, percebo que não é só na tristeza que a falta de expressão vem, passo a pensar agora, seria a expressão um dom dado a poucos de nós? Poucos com o sangue dos elfos que a muito foram ao oeste? Tinha tanto para dizer em poesias, tantas escritas em minha mente, posso ler a cada uma com perfeição, deliciar-me com o agudo sabor da dor, mas não posso passa-la ao papel, a não ser com as lágrimas do fracasso. Mas de que adianta um papel borrado, e em branco?

Branco, não uma final, mas um começo, o branco pode se dividir em todas as cores, um papel branco pode ser usado para a escrita, e inúmeras outras, como dito num diálogo de magos, e como também é dito, destruir algo para entende-lo não é sábio. Sábio então seria aceitar algo que o coração sente correto, mas o corpo não? Pode o corpo discordar do coração? Posso eu discordar de mim mesmo? Acho que sim, isso é justamente o que faz de mim humano. Discordar do que é, mudar, e voltar a duvidar.

Interessante como nesses textos faço tantas perguntas, lembro-me quando comecei a escrever, havia apenas respostas. Não lembro se porque eu sabia mais, ou se porque meu botão de interrogação estava quebrado.

Queria poder escrever poemas que os outros se identificassem com eles. Me disseram que eu fazia isso, mas não consigo ver. Impressionante como escuto músicas que parecem terem sido escritas para mim, por alguém que me conhece melhor do que eu mesmo. Dizem que os homens são assim, identificam-se com o que vêem, parece verdade.

Queria agora, por poucos momentos, desligar-me da necessidade de entendimento, escrever coisas bobas, sobre uma vida alegre, pois a bobagem é alegre. Mas, ao ver como as coisas tendem a se destruírem, não sei se consigo. Por que se largamos algo, ele cai, e não espera, até que voltemos a pega-lo?

Vou tentar alguns versos agora, para me lembrar do meu sucesso ou fracasso, daqui a alguns anos, quando minha vida voltar, novamente, a este ponto, e eu leia o que escrevi em fracassos passados:

Havia no horizonte um brilho que iluminava a fronte

a grama verde reluzia mil pássaros e o Sol não sumia

dava um brilho vermelho ao monte e violeta ao mar

e por horas poderia ele olhar, não fossem as árvores o ocultar

deitado na grama vejo várias cores

o sol se vai e vem a noite densa

mesmo a luz não branca traz amores

por num arco-iris a paz que vença

Sabia que não veria tamanhã ilusão

Que a noite viria como sussego

apego-me com muito apego

e a relva poderia ser meu caixão

Mas não o tempe não, melhor ver o céu

que aos poucos escurece, e mais cores vejo

poderia delas tecer tamanho véu

para satisfazer tudo o que desejo

cobrir-me com a alegria

mesmo que a sombra venha

e que o dia não sorria

pra manter a chama basta lenha

que é facil de achar, não como um sorriso

lembro-me de te-lo ao ver nas árvores, guizo

o som doce do mar, volta o meu desejo de viajar

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

100 Barcos


Gostaria eu de escrever um texto enorme aqui, sobre um enorme fim de semana. Mas, pois mais longo que tneha sido, foi vaziu. E me falta tempo, meu intervalo é pequeno. Caiu-me a tristeza, e decidi deixa-la tomar conta do que veio buscar. Não refleti, não lutei, só passei. Mas dizem que sempre existe uma música pra cada momento, e com mais de tres mil músicas na minha lista, uma tocou mais vezes:


Você diz que tudo terminou

Você não quer mais o meu querer

Estamos medindo forças desiguais

Qualquer um pode ver

Que só terminou pra você


São só palavras teço, ensaio e cena

A cada ato enceno a diferença

Do que é amor ficou o seu retrato

A peça que interpreto,um improviso insensato

Essa saudade eu sei de cor

Sei o caminho dos barcos


E há muito estou alheio e quem me entende

Recebe o resto exato e tão pequeno

É dor, se há, tentava, já não tento

E ao transformar em dor o que é vaidade

E ao ter amor, se este é só orgulho

Eu faço da mentira, liberdade

E de qualquer quintal, faço cidade

E insisto que é virtude o que é entulho

Baldio é o meu terreno e meu alarde

Eu vejo você se apaixonando outra vez

Eu fico com a saudade e você com outro alguém


E você diz que tudo terminou

Mas qualquer um pode ver

Só terminou pra você

Só terminou pra você


Agradeço aos céus de escrever este blog para mim mesmo apenas, e mais ninguém ler, pois se fosse diferente, esta música poderia soar mesquinha.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dia ainda belo

Eu vejo o mundo com nova beleza
ainda que eu caia na loucura
tua voz me devolve a ternura
e dentro de mim não fica tristeza

Ontem chovia, mas não me molhava
pensava num mundo sem um fim
e ninguém sofreria por mim
insatisfação a mente não grava

Mas por Deus, que diabos eu sentia
tenho em mim apenas nova emoção
meu peito está aberto e eu não via

Hoje já não há mais chuva lá fora
Então alegra pobre coração
Sinta em seu rosto o novo Sol de outrora.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Refletindo o passado que não se vai

O que deve ser dito
esperança.
Por alguma razão, voltei a ler meu próprio blog, pra lembrar de como eu era no passado, pois volta a me assombrar o mesmo fantasma de antes. Eu havia superado ele, ou achava, logo a resposta estaria aqui, estava certo. Cliquei então nos textos de 2007, e li os três primeiros, mágica, pura mágica, pois estava tudo lá!
O primeiro é sobre falar para os outros, o que deve ser dito a si mesmo. Ninguém conhece melhor uma pessoa do que ela mesmo, e ninguém a entende melhor também. Então, as soluções aparecem de dentro de ti, sempre.
Todavia, o que me tocou mais, foi o segundo, que falava sobre a esperança. Nos dias que passavam, eu crucificava com todas as forças, algo que agora, novamente agora, eu vejo que é justamente o que me permite viver verdadeiramente. Não vou reescrever tudo o que está lá, afinal, posso só ir lá e ler novamente, e farei.
Eu estava prestes a mergulhar novamente na depressão que me matou antes, dizia a mim mesmo diariamente: É tão interessante, algumas coisas ficam mais fáceis como o tempo, mais suaves, nos tornamos mais resistentes a elas. O alcool por exemplo, é tá facil cair quando nunca se bebe. Mas outras não, algumas drogas, fazem efeito mais rápido e com menor quantidade, conforme as utilizamos. Queria eu que o Amor fosse como o alcool, menos difícil cada vez. Mas não é, é maior, mais complicado, e eu estou mais fraco, diminuído, cada vez mais complicado.
Agora, depois de ter lido o que escrevi sobre a esperança, vejo como isso é bom. Claro que é ruim também, afinal, quem é que gosta da infelicidade? Mas, se há a dor agora, então, posso lembrar do que era de cabeça erguida, pois foi bom. Muito bom, demais talvez pra viver sem.
Até trinta minutos atras, blasfemava pelo fato de termos esperança, mesmo quando é claro que não existe um final diferente do que o que parece se aproximar. E ainda sabendo disso, sentia cada sinal como mudança, que não vem. E a decepção corroía um homem impotente. Agora, ainda penso nisso, e concordo com o que acreditava, só que vejo o outro lado, o lado simples de que, se não é ela quem se aproxima, isso me entristece, mas me lembra de quando ela se aproximou, e me alegra!