quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Refletindo o passado que não se vai

O que deve ser dito
esperança.
Por alguma razão, voltei a ler meu próprio blog, pra lembrar de como eu era no passado, pois volta a me assombrar o mesmo fantasma de antes. Eu havia superado ele, ou achava, logo a resposta estaria aqui, estava certo. Cliquei então nos textos de 2007, e li os três primeiros, mágica, pura mágica, pois estava tudo lá!
O primeiro é sobre falar para os outros, o que deve ser dito a si mesmo. Ninguém conhece melhor uma pessoa do que ela mesmo, e ninguém a entende melhor também. Então, as soluções aparecem de dentro de ti, sempre.
Todavia, o que me tocou mais, foi o segundo, que falava sobre a esperança. Nos dias que passavam, eu crucificava com todas as forças, algo que agora, novamente agora, eu vejo que é justamente o que me permite viver verdadeiramente. Não vou reescrever tudo o que está lá, afinal, posso só ir lá e ler novamente, e farei.
Eu estava prestes a mergulhar novamente na depressão que me matou antes, dizia a mim mesmo diariamente: É tão interessante, algumas coisas ficam mais fáceis como o tempo, mais suaves, nos tornamos mais resistentes a elas. O alcool por exemplo, é tá facil cair quando nunca se bebe. Mas outras não, algumas drogas, fazem efeito mais rápido e com menor quantidade, conforme as utilizamos. Queria eu que o Amor fosse como o alcool, menos difícil cada vez. Mas não é, é maior, mais complicado, e eu estou mais fraco, diminuído, cada vez mais complicado.
Agora, depois de ter lido o que escrevi sobre a esperança, vejo como isso é bom. Claro que é ruim também, afinal, quem é que gosta da infelicidade? Mas, se há a dor agora, então, posso lembrar do que era de cabeça erguida, pois foi bom. Muito bom, demais talvez pra viver sem.
Até trinta minutos atras, blasfemava pelo fato de termos esperança, mesmo quando é claro que não existe um final diferente do que o que parece se aproximar. E ainda sabendo disso, sentia cada sinal como mudança, que não vem. E a decepção corroía um homem impotente. Agora, ainda penso nisso, e concordo com o que acreditava, só que vejo o outro lado, o lado simples de que, se não é ela quem se aproxima, isso me entristece, mas me lembra de quando ela se aproximou, e me alegra!

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