quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais uma

Minha vontade de voltar a escrever não voltou, nem meu gosto pela vida. A paixão passou, as lagrimas se foram, os pensamentos se concluiram, nada mudou. Vem novamente a mesma vontade de mudar, deixar de ser quem sou, ignorar o passado, passar por cima dos meus valores ético e morais, não sei se sou um fraco por dizer não, um covarde completo, ou se realmente acredito de verdade no que prego.

Não desejo mais ninguém em específico, o que não quer dizer que eu não largaria tudo por uma palavra sua, mas, estou numa busca por algo que não conheço. Como saberei quando encontrar? Como me preparar para qualquer eventualidade, como montar minhas malas, eu não sei onde vou, nem pra que vou, sei o porque, e ele é bem vago: Vou porque sinto que preciso. Boa razão, não?

Onde estão minhas certezas que crucifiquei na infância? Onde está minha vontade inabalável, meu universo de possibilidades? Agora, só tenho uma coisa, limite. Nem vontade de quebra-los não vejo mais, simplesmente os encaro, dobro a rua, e sigo. Sei que está errado, não tenho mais ninguém, não sou boa companhia, aqueles que tanto me queriam, nem sequer lembram de mim, quem sou eu?

Eu sequer sei quem eu sou, como posso desejar que alguém sinta falta de algo que sequer sabe o que é? Diria que me sinto como alice, mas não, é diferente, aqui não é o país das maravilhas, e as coisas fazem todo sentido, só que eu não consigo me encaixar nelas. Não sei mais nada, eu, que já soube tudo.

Um comentário:

Fernanda disse...
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